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respeito muito minhas lágrimas mas ainda mais minha risada escrevo assim minhas palavras na voz de uma mulher sagrada (Caetano Veloso)
BARCELONABABILONIA e invadem a noite, vem de algum lugar do espaço sideral e se projetam nas telas da televisão em sombras algo pálidas ora coloridas em tons fortes & algum movimento et em relatos de alguma coisa como as meninas de gotham city esperando passar a luz do holofote de batman e praticarem safadezas nas vielas escuras, entre gatas no cio, risadas nos bares, automóveis de luz baixa and teores alcoólicos intensos e bêbados com fumaças de cigarro entremeando-se de incensos e dias de angústia y noches de alegria ou ao contrário como nem sempre, porém com significâncias registradas pela digital em plena madrugada, avenida paulista, são paulo, ou em algum lugar de longe - qual será? - em riscos de luz músicas de chet baker y máscara docevampira fusões metafóricas com a cítara de marsicano em danças celtas deep purple, ou você sentada aqui perto de mim como naquele dia, ou que você telefonasse de novo pra me ouvir dizer que te amo por mais improvável que seja este encontro ultrassônico, divindades, futuro, analfomegas tal e qual a música no disco de capa branca E a cidade é como o universo E como nem sabe que era bom o sol brilhar sobre seu corpo enquanto Te como e Te conto histórias enquanto você me come e diz desejos. e ali dentro, atrás da porta sob sons inaudíveis os reflexos e projeções astrais, viagem infinita por dentro dos olhos verdes do gato, o terraço em meia-luz all the things you are entre as pernas abertas e toda a sensação que veio forte naquele momento em que senti seu lábio e estávamos completamente distanciados do planeta ou dos carros que passavam pela rua porque olho pela teleobjetiva - ruas feito gaudi - e vejo você sorrindo, porque em cada taça de vinho brindo a você e fico revendo olhares ressonando nuances de preto & branco na fotografia e quem foi mesmo que disse que sem o impossível o mundo não teria graça, nem a vida, nem as filosofias, nem as filosofias vãs, nem as teorias, nem toda a merda que me disseram os professores, nem as canções, respirando entre movimentos nem as poesias, nem as fotografias, incluindo aquelas em que você aparece e me olha diretamente nos olhos resumindo e compactando portanto a dualidade e as fantásticas fronteiras entre claro e escuro ou entre noite y dia de soleil vaca profana entre tristeza e alegria angústia & não-angústia, a roupa que nem sei se serve quando tudo o que precisamos é negar absolutamente a lição errada ou o que não querem os que não querem felicidades e ler o livro falando em voz alta entre outras palavras e outras taças de vinho crazy rhythm ou canecas de orchata de chufa, pensando num trecho do filme em que você caminha e nossos corpos separados pelas irrealidades se arrepiam de tesão, a descoberta dos segredos um suave movimento das pernas ou mexer nos cabelos tudo isso as certezas e as dúvidas Agora Hoje tem o sol no terraço y en las ramblas e não quero mais ontem and em cada sombra projetada el contorno de su cuerpo sob movimentos ora suaves ora diretos tem um grande espaço à frente a partir da música que nunca pára porque vem do interior de seu olhar e de seu corpo mulher menina nua sob o lençol a cada manhã.
Eduardo Barrox
Escrito por Eduardo Barrox às 11:52:44 PM
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